Os pequenos momentos que vivemos com os amigos, são sempre os melhores, e quando aqueles jantares em que não nos apetece ir, por vezes acabam sempre por ser uma agradável surpresa.
Ontem foi uma dessas noites e bastante diversificada, primeiro vermos a nossa equipa a ganhar apesar de as probabilidades serem de um para um milhão, depois um jantar com um bom vinho e conversa sobre projectos com que sonhamos e tentamos pôr em prática, conversa sobre livros poesia e música, sempre presente a música, mas assim como uma selecção bipolar, em que estilos se misturam e que nada têm a ver uns com os outros, passamos de Brel para Keith Jarret e o magnífico Koln Concert, Marlene Dietrich também esteve presente, os Zero 7, thievery corporation, Gotan Project e acabámos com a Jane Birkin.
Para repetir.
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Mulheres
Hoje é comemorado o dia da Mulher, para mim este dia devia ser lembrado todos os dias, temos um papel importante na sociedade, mas muitas vezes não somos reconhecidas, os nossos salários são mais baixos e certas posições de chefia não são dados a mulheres, pois o homem é sempre mais bem visto nestas posições, o que me indigna, pois somos tão capazes quanto os homens, acho que deve haver uma igualdade, mas as mentalidades não sei se alguma vez vão mudar.
Sempre vivi numa família matriarcal, em que as mulheres tiveram uma grande influência na minha educação, não posso esquecer a minha avó, que foi sempre uma referência para mim que me educou e me incutiu valores dos quais me orgulho e hei-de passar às próximas gerações, assim como a minha mãe que para mim é a melhor mãe do mundo e que coloca sempre as filhas em primeiro lugar, não posso esquecer que sempre que havia uma resolução da mais importante à mais banal, o meu pai dizia sempre "pergunta à tua mãe", só posso agradecer a educação que me passaram, e me tornaram na pessoa que sou hoje, e acho que fizeram um bom trabalho.
A todas as mulheres e especialmente às minhas, um bom dia, assim como os restantes 364 que faltam.
Sempre vivi numa família matriarcal, em que as mulheres tiveram uma grande influência na minha educação, não posso esquecer a minha avó, que foi sempre uma referência para mim que me educou e me incutiu valores dos quais me orgulho e hei-de passar às próximas gerações, assim como a minha mãe que para mim é a melhor mãe do mundo e que coloca sempre as filhas em primeiro lugar, não posso esquecer que sempre que havia uma resolução da mais importante à mais banal, o meu pai dizia sempre "pergunta à tua mãe", só posso agradecer a educação que me passaram, e me tornaram na pessoa que sou hoje, e acho que fizeram um bom trabalho.
A todas as mulheres e especialmente às minhas, um bom dia, assim como os restantes 364 que faltam.
terça-feira, 6 de março de 2012
Pijama
Este ano, se me cruzar com alguém no trabalho, supermercado, rua... com um pijama, é melhor não ficar espantada, ao que parece vai ser a grande moda. Estrelas internacionais e estilistas já apresentaram a tendência.
É só aguardar mais um tempo e ver as fashionistas blogueiras a dizer que é o máximo e que já compraram um na Primark.
Às vezes quando a noite já vai avançada, é ver o vizinho a passear o cão, ou a despejar o lixo, com o belo do pijama, pelos vistos aqui na província a moda já chegou hà muito tempo. Vou ver o que tenho de pijamas de verão, é que com esta crise, assim sempre se poupa.
É só aguardar mais um tempo e ver as fashionistas blogueiras a dizer que é o máximo e que já compraram um na Primark.
Às vezes quando a noite já vai avançada, é ver o vizinho a passear o cão, ou a despejar o lixo, com o belo do pijama, pelos vistos aqui na província a moda já chegou hà muito tempo. Vou ver o que tenho de pijamas de verão, é que com esta crise, assim sempre se poupa.
Sapatos
Estou fula, fui ao sapateiro, tinha uns sapatos que precisavam de ser colados, hoje fui lá para os ir buscar e quando entrego o talão,vejo a cara do rapaz em pânico e com dificuldade em articular o discurso, vi logo que algo se passava, então o rapaz vai buscar os sapatos e eis que ao olhar para os meus belos sapatos de camurça castanhos,vejo uma mancha preta na parte da biqueira, parecia que tinham andado a arrastar no alcatrão e completamente estragados, fiquei para morrer e capaz de saltar o balcão e o estrangular ali mesmo. Então o rapaz lá se foi desculpando, dizendo que escapou a mão e a cola estragou eu dizia arruinou os meus sapatos. Acalmei-me e disse como resolvemos a situação? então o rapaz deu-me duas hipóteses que eu apelidaria de brilhantes,mas o que eu queria mesmo dizer era de idiotas:
- uma vez que a mancha era preta, o ideal seria pintar os sapatos de preto, ao que eu disse, se eu quisesse os sapatos pretos tinha comprado uns.
- Avaliava-me os sapatos e dava-me talões de desconto, pensei quase que vitalícios, se arranjar uns sapatos custa à volta de 6,00 €, e os sapatos em questão até que não foram baratos, está bem que não são uns Louboutin, mas muito arranjo tinha eu que fazer.
Já desesperada e a praguejar, então o rapaz lá disse que a loja tinha um seguro,para estes casos, mas que funciona tipo o dos carros, agora um perito vai avaliar os sapatos, dizer o valor de mercado e dão-me o dinheiro para comprar uns novos, só espero que o chassis seja bem avaliado.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Caramelos
Este fim de semana, fui até Elvas, cidade da minha família materna, desde que me lembro de ser gente, que tenho um contacto muito forte com essa cidade, e como não podia deixar de ser, fui até Badajoz, essa cidade lendária que associamos sempre aos caramelos.
Quando era miúda, e ainda havia os 3 meses de férias de verão da escola, eu e a minha irmã, íamos com a minha avó passar sempre uns dias até Elvas, e isso implicava ir sempre até às compras a Badajoz, antes de irmos, os meus pais tinham de ir ao notário e escrever numa folha de papel azul de 25 linhas (assim eram chamadas) em como autorizavam a saída das filhas para fora de Portugal, hoje em dia ir a Badajoz não tem qualquer importância, mas à 30 anos atrás, em que viajar era apenas privilégio de alguns, Badajoz parecia-me Paris, e eu sentia-me importante pois ia até ao estrangeiro, a uma cidade em que falavam uma língua estranha.
Tudo começava quando tínhamos de passar a fronteira do Caia, e tínhamos de parar,mostrar os documentos, ainda nem tinha BI e era a Cédula de nascimento e a autorização dos pais.
Chegados a Badajoz, íamos até às Galerias Preciados (ainda não havia o Corte Inglês), e comprava-se a água de colónia Fá, que vinha em frascos de 1 litro e o gel de banho, as latas de mélocoton (nunca se dizia pêssego), os chocolates e claro os caramelos esses rebuçados míticos.
E toda aquela cidade para mim era linda, em que eu sonhava que os meus pais compravam lá uma casa com uma varanda com um toldo, e eu podia ir para lá passar as minhas férias. Hoje em dia ao olhar para aquela cidade, acho-a escura, feia sem qualquer tipo de atracção, se antigamente adorava ir lá passar as minhas tardes em vez de ficar em Elvas, hoje é ao contrário, adoro ficar a passear em Elvas, tomar um café na Praça da República e apreciar os encantos da cidade, e a única razão que me faz deslocar a Badajoz é para abastecer o carro.
Quando era miúda, e ainda havia os 3 meses de férias de verão da escola, eu e a minha irmã, íamos com a minha avó passar sempre uns dias até Elvas, e isso implicava ir sempre até às compras a Badajoz, antes de irmos, os meus pais tinham de ir ao notário e escrever numa folha de papel azul de 25 linhas (assim eram chamadas) em como autorizavam a saída das filhas para fora de Portugal, hoje em dia ir a Badajoz não tem qualquer importância, mas à 30 anos atrás, em que viajar era apenas privilégio de alguns, Badajoz parecia-me Paris, e eu sentia-me importante pois ia até ao estrangeiro, a uma cidade em que falavam uma língua estranha.
Tudo começava quando tínhamos de passar a fronteira do Caia, e tínhamos de parar,mostrar os documentos, ainda nem tinha BI e era a Cédula de nascimento e a autorização dos pais.
Chegados a Badajoz, íamos até às Galerias Preciados (ainda não havia o Corte Inglês), e comprava-se a água de colónia Fá, que vinha em frascos de 1 litro e o gel de banho, as latas de mélocoton (nunca se dizia pêssego), os chocolates e claro os caramelos esses rebuçados míticos.
E toda aquela cidade para mim era linda, em que eu sonhava que os meus pais compravam lá uma casa com uma varanda com um toldo, e eu podia ir para lá passar as minhas férias. Hoje em dia ao olhar para aquela cidade, acho-a escura, feia sem qualquer tipo de atracção, se antigamente adorava ir lá passar as minhas tardes em vez de ficar em Elvas, hoje é ao contrário, adoro ficar a passear em Elvas, tomar um café na Praça da República e apreciar os encantos da cidade, e a única razão que me faz deslocar a Badajoz é para abastecer o carro.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Lugares
Hoje por razões profissionais, desloquei-me a outra cidade onde já tinha trabalhado anteriormente, e como tinha tempo, resolvi fazer uma visita à minha antiga empresa, em que fui despedida por razões troikianas, dizem que é da crise, como eu a maior parte dos meus colegas também tiveram o mesmo destino.
Da equipa inicial só se mantêm cerca de 2 colegas, e nós fomos substituídos por pessoas com menos qualificações e com ordenados a preço de saldo, a teoria é que eles fazem o mesmo ainda que de maneira atabalhoada, mas por um valor mais baixo (é por estas razões que muitos empresários portugueses não evoluem, e deixam cair as empresas). Então lá fui eu revisitar o local onde fui muito feliz, apesar de trabalhar horas e horas, sem horários de saída e os meus níveis de stress alcançarem valores proibitivos, em que os Marlboro light eram acendidos uns atrás dos outros, eu era feliz, é o que posso dizer. Mas hoje ao entrar lá senti-me como se chegasse a casa e a mesma tivesse sido invadida por um bando de gente estranha, a minha secretária (que será sempre minha) estava ocupada, e no lugar do N, do R. e da D estavam outros seres que não pertenciam ali, e pensei para mim que nunca devemos voltar ao lugar onde fomos felizes.
Da equipa inicial só se mantêm cerca de 2 colegas, e nós fomos substituídos por pessoas com menos qualificações e com ordenados a preço de saldo, a teoria é que eles fazem o mesmo ainda que de maneira atabalhoada, mas por um valor mais baixo (é por estas razões que muitos empresários portugueses não evoluem, e deixam cair as empresas). Então lá fui eu revisitar o local onde fui muito feliz, apesar de trabalhar horas e horas, sem horários de saída e os meus níveis de stress alcançarem valores proibitivos, em que os Marlboro light eram acendidos uns atrás dos outros, eu era feliz, é o que posso dizer. Mas hoje ao entrar lá senti-me como se chegasse a casa e a mesma tivesse sido invadida por um bando de gente estranha, a minha secretária (que será sempre minha) estava ocupada, e no lugar do N, do R. e da D estavam outros seres que não pertenciam ali, e pensei para mim que nunca devemos voltar ao lugar onde fomos felizes.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Feriado
Hoje é feriado nesta bela localidade, parece que a cidade parou, não se ouve o barulho do trânsito, está tudo em modo stand by, e vou aproveitar dedicando-me ao Dolce fare niente.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

