Nestes dias reparei que tenho sido escandalosamente roubada e sem poder fazer qualquer queixa às autoridades, uma vez que são roubos completamente legais.
Pessoa distraída relativamente a facturas, pago e nunca reparo em consumos ou em letras pequenas, mas agora que a EDP tem sido tão falada, resolvi armar-me em Sherlock Holmes e vai daí toca a olhar para a factura e ver todos os valores que pagamos, este mês tenho 49.39 € para pagar e desmontando esse valor chego à triste conclusão que 20.30 €, são para os ordenados de luxo, desculpem fugiu-me a mão do teclado, são para encargos relativos ao Acesso às redes, de IVA que agora está a 23% são 8.79 €, ainda temos de dar uma contribuição áudio-visual 2.25 € e o respectivo IVA, contribuição essa que é para pagar os maravilhosos programas que a RTP nos presenteia e pagar mais uma vez ordenados milionários a caras bonitas e muitas vezes sem qualquer talento.
Outro roubo, fui pôr gasóleo no carro, 1.44 € o litro, e aqui não tenho os tais postos Low cost, o monopólio das empresas e os impostos que o governo aplica são uma vergonha, que sobem imediatamente o valor quando o barril de crude sobe, mas quando desce, esse valor nunca é acompanhado e as justificações são sempre para enganar aqui o parvo.
Na sexta-feira fui comprar meia dúzia de ovos que me custaram 0.89 €, ontem os mesmos ovos já estavam a 1.15 €, mas o que é que se passa?
Não sei onde vamos parar, se os ordenados encolhem cada vez mais e os cortes são mais que muitos, o desemprego aumenta e nós serenos como somos assobiamos e vamos vendo o nosso nível de vida baixar e esperamos por um milagre.
Hoje também estou chateada é que tive uma avaria no fogão e veio cá um técnico, e eu simpática como sou, antes de saber o valor disse que não precisava de factura, pensando eu que faria um valor mais baixo, quando me pediu 60 € fiquei de todas as cores. O governo que me desculpe, pois assim o senhor embolsou o tal valor sem qualquer dó nem piedade e o Sr. Pedro Passos Coelho perdeu uns €€ nos impostos.
quarta-feira, 21 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Primavera
Hoje ao abrir Facebook, fui inundada de imagens e citações para não me esquecer que começava hoje a Primavera, parece que este ano chegou um dia mais cedo.
Apesar de o Inverno este ano ter passado e só deixou uma pequena lembrança, venha daí a Primavera e para celebrarmos a entrada neste período, deixo-vos uma música que nada tem a ver com a Primavera mas tem uma boa onda.
Apesar de o Inverno este ano ter passado e só deixou uma pequena lembrança, venha daí a Primavera e para celebrarmos a entrada neste período, deixo-vos uma música que nada tem a ver com a Primavera mas tem uma boa onda.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Vidas
Existem diferentes tipos de pessoas que passam na nossa vida, as que nos deixam marcas positivas ou negativas, e as que simplesmente passam e nos deixam lembranças que adormecem e só nos lembramos desses momentos quando vemos novamente essa pessoa.
No Sábado estava a tomar o meu café quando entra uma rapariga e que parecia bastante mais velha para a idade que tinha, ao olhar para a mesma, ela baixou os olhos assim que os nossos olhares se cruzaram e aquela figura foi-me familiar, era a Sónia, uma rapariga que tinha sido da minha turma do liceu durante três anos, mas foi daquelas pessoas que passou na minha vida e não deixou nenhuma memória viva daquelas que recordamos quando estamos com amigos, não sei o sobrenome dela, não me lembro onde morava, quais os amigos, apenas me recordo que não gostava dela e que não fazia parte do meu círculo de amizades, apenas tenho uma história da Sónia que recordo
A Sónia era uma excelente aluna, mas penso que não se dava com ninguém e era uma pessoa solitária, não sei se por opção ou se por a maioria ter uma antipatia natural por ela, e à cerca de vinte anos, fizemos a tal viagem de finalistas de liceu, a Lloret del mar, em que na semana da Páscoa, milhares de jovens iam para terras espanholas, com dinheiro no bolso, sem supervisão parental e em que todos os excessos eram cometidos, e contra todas as estatísticas, a tal de Sónia também foi, para espanto de todos, como era possível aquela personagem que não se inseria em nenhum grupo e que não tinha nenhum amigo, fosse naquela viagem, mas isso acabou por acontecer, e no dia marcado lá fomos nós, ao chegarmos lá, a Sónia desapareceu, durante uma semana, nem sei se foi vista, mas ninguém se preocupou, em saber se estava bem ou mal, tal era a invisibilidade dela e a nossa irresponsabilidade social, no dia de regresso a rapariga lá apareceu e ao olharmos para ela, parecia outra, mas na versão rameira, até então a rapariga que nós conhecíamos tinha desaparecido, e ela apareceu com uma roupa em que quase podíamos ver as entranhas e ainda levemente embriagada e de cigarro na mão, até hoje não sei o que se passou com ela naquela semana.
Voltámos e entretanto a minha memória apagou o que em diante se passou com ela e as nossas vidas quando acabámos o liceu e cada um foi estudar para seu sítio, nunca mais se cruzaram, mas ao ver a imagem dela no sábado, a rapariga que tirava boas notas e que parecia ir ter um futuro brilhante, foi como que uma miragem, aquela pessoa que ali estava era alguém que não tinha uma vida fácil e estava irreconhecível, não me falou e eu também não tive coragem para meter conversa com ela, mas nunca tive tanta curiosidade em saber o que nestes vinte anos se tinha passado com ela.
No Sábado estava a tomar o meu café quando entra uma rapariga e que parecia bastante mais velha para a idade que tinha, ao olhar para a mesma, ela baixou os olhos assim que os nossos olhares se cruzaram e aquela figura foi-me familiar, era a Sónia, uma rapariga que tinha sido da minha turma do liceu durante três anos, mas foi daquelas pessoas que passou na minha vida e não deixou nenhuma memória viva daquelas que recordamos quando estamos com amigos, não sei o sobrenome dela, não me lembro onde morava, quais os amigos, apenas me recordo que não gostava dela e que não fazia parte do meu círculo de amizades, apenas tenho uma história da Sónia que recordo
A Sónia era uma excelente aluna, mas penso que não se dava com ninguém e era uma pessoa solitária, não sei se por opção ou se por a maioria ter uma antipatia natural por ela, e à cerca de vinte anos, fizemos a tal viagem de finalistas de liceu, a Lloret del mar, em que na semana da Páscoa, milhares de jovens iam para terras espanholas, com dinheiro no bolso, sem supervisão parental e em que todos os excessos eram cometidos, e contra todas as estatísticas, a tal de Sónia também foi, para espanto de todos, como era possível aquela personagem que não se inseria em nenhum grupo e que não tinha nenhum amigo, fosse naquela viagem, mas isso acabou por acontecer, e no dia marcado lá fomos nós, ao chegarmos lá, a Sónia desapareceu, durante uma semana, nem sei se foi vista, mas ninguém se preocupou, em saber se estava bem ou mal, tal era a invisibilidade dela e a nossa irresponsabilidade social, no dia de regresso a rapariga lá apareceu e ao olharmos para ela, parecia outra, mas na versão rameira, até então a rapariga que nós conhecíamos tinha desaparecido, e ela apareceu com uma roupa em que quase podíamos ver as entranhas e ainda levemente embriagada e de cigarro na mão, até hoje não sei o que se passou com ela naquela semana.
Voltámos e entretanto a minha memória apagou o que em diante se passou com ela e as nossas vidas quando acabámos o liceu e cada um foi estudar para seu sítio, nunca mais se cruzaram, mas ao ver a imagem dela no sábado, a rapariga que tirava boas notas e que parecia ir ter um futuro brilhante, foi como que uma miragem, aquela pessoa que ali estava era alguém que não tinha uma vida fácil e estava irreconhecível, não me falou e eu também não tive coragem para meter conversa com ela, mas nunca tive tanta curiosidade em saber o que nestes vinte anos se tinha passado com ela.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Toxinas Bacterianas
Depois assim de umas boas notícias, eis que toma lá uma gastroenterite, com mil e uma coisas para fazer, ontem foi um dia em que confraternizei muito com a casa de banho, mas teve o seu lado positivo, por causa do contorcionismo que fiz, descobri a causa da pouca pressão na torneira do lavatório, problema resolvido menos € gastos em uma torneira nova.
Jantar espectacular, a minha médica é uma autêntica chef, caldo de arroz cozido e cenoura sem qualquer sal, beber coca-cola sem gás, completamente insípido e desolador esta espécie de refeição, mas parece que está a resultar, o bicho já está a querer ir embora, mas é melhor não dizer isto muitas vezes, não vá ele ouvir. Shiuuuu!!!
Jantar espectacular, a minha médica é uma autêntica chef, caldo de arroz cozido e cenoura sem qualquer sal, beber coca-cola sem gás, completamente insípido e desolador esta espécie de refeição, mas parece que está a resultar, o bicho já está a querer ir embora, mas é melhor não dizer isto muitas vezes, não vá ele ouvir. Shiuuuu!!!
quarta-feira, 14 de março de 2012
180º
Os astros parece que se alinharam aqui para a Je, não sei se é por ser o ano do dragão, ano bissexto, ou então algo com uma força e poder capaz de mexer no nosso destino que se opôs e disse, chega! vamos dar um pouco de sorte àquela gaja, que até é trabalhadora e merece assim umas boas oportunidades.
Mas quero acreditar que é por causa do meu trabalho e dedicação aos projectos (esta frase agora parecia um slogan de um clube de futebol), é que ontem ao final do dia e no espaço de uma hora a minha vida profissional deu uma volta e que volta meus senhores, são só boas novas, hoje já começou a loucura, os meus próximos dias vão ser um virote, e acho que se a nossa vida tivesse uma banda sonora, a da próxima semana seria a que vos deixo.
terça-feira, 13 de março de 2012
Blá Blá Blá
Não sou uma pessoa antipática, sempre que entro em algum sítio ainda digo bom dia, uso o obrigada, por favor, essas expressões que parecem custar cada vez mais a serem proferidas pelos humanos que habitam este planeta. Mas às vezes gosto do meu silêncio de estar comigo sem articular uma única palavra, não sou pessoa de deitar conversa fora e sou péssima a fazer conversa de circunstância com estranhos ou com pessoas que tenho pouca confiança (a não ser que sejam pessoas interessantes) pois as mesmas vão ter sempre ao tempo ou à crise ontem foi um desses dias, estava eu numa esplanada a aproveitar o sol que o Deus Rá nos tem brindado, a tomar o meu café e a fumar o meu cigarro e parecia-me tudo perfeito, eu e os meus pensamentos sem ninguém a chatear-me e era assim que eu estava bem, quando aparecem duas personagens (nada interessantes) que conheço mas que não tenho confiança e não estava minimamente interessada que se sentassem na minha mesa, e eis que numa esplanada praticamente vazia em que um boa tarde ao longe chegava e cada um ia à sua vida, mas não as criaturas resolveram sentar-se na minha mesa, e eu o que podia fazer, chegaram puxaram as cadeiras já com meio traseiro sentado perguntaram podemos? e raios parta a minha educação, o sim claro, saiu-me assim como que automaticamente, seguiram-se cerca de vinte minutos de conversa sem qualquer interesse, sim falámos no tempo e a crise também apareceu no tópico da conversa, estar ali ou num elevador parecia-me a mesma coisa, já que as palavras debitadas foras as mesmas usadas nesse tipo de espaço, até ao ponto em que já não podia mais e inventei uma desculpa e saí o mais rápido possível, parecia um corredor Queniano, a abandonar aquela esplanada que há vinte minutos parecia um paraíso e rapidamente tornou-se um suplício.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Deserto
Hoje lembrei-me do deserto, em 2009 estive no deserto do Sahara, e se a impressão que tinha era que seria um lugar estranho em que a vida é impossível, hoje a impressão que tenho é a contrária, se existe Deus ou outra força superior é lá que estamos mais perto desse mesma entidade.
O nascer do sol é de uma beleza extraordinária e a areia a fazer lembrar o mar, quando o vento sopra e cria umas ondas, o calor que nos aquece a alma e no meio do nada aparece sempre alguém e pensamos, mas de onde veio esta pessoa se ao olharmos o horizonte só avistamos um mar de areia, e um silêncio que ecoa nos nossos ouvidos.
A simpatia do povo que habita nestas regiões é inigualável, sempre afáveis e contentes por mostrar a beleza do deserto, como se fossem amigos de longa data e os ritmos apaixonantes da música árabe que envolveram o nosso jantar, fizeram desta viagem uma surpresa e uma descoberta, que espero repetir.
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