segunda-feira, 26 de março de 2012

Formosa mas não segura

Tenho umas aulas de ténis, não para ser uma Steffi Graf mas sim para fazer um pouco de desporto, é uma turma em que somos quatro mulheres e passamos ali uma hora divertida em que o nosso professor deve desesperar , tal é a qualidade do nosso jogo, mas estamos lá para nos divertir.
A aula costuma ser ao sábado mas esta semana a aula teve de ser hoje, ao sair da aula de ténis vim para casa, estacionei o carro, saio e vou no meu passo acelerado sentindo-me um misto de Sharapova  com um corpinho de Kournikova (sempre que saio de lá julgo que estou mais magra e com umas curvas de fazer parar o trânsito) e eis que espalhei-me ao comprido em frente à esplanada do café que fica por baixo da minha casa, eu para um lado, raquete muitos metros à frente, escusado será dizer que foi um regozijo para as pessoas que estavam na esplanada, se cai num segundo em um centésimo de segundo levantei-me sem olhar para ninguém, agora tenho os joelhos esfolados e doem-me os pulsos além da vergonha que senti, mas a vida continua.

Zzzzzz

Hoje parece que estou meio atordoada, ontem à noite fui para a cama e parecia que estava cheia de sono, eu rapariga de sono fácil, pensei que ia ser como de costume, encostar a cabeça na almofada e pronto, mas não, o tempo foi passando e eu liguei a luz para ler, lembrei-me dos peritos que dizem que um copo de leite morno ajuda, mas nada, o meu desespero já era tanto... um carneirinho, dois carneirinhos, mas ao segundo desisti logo, já pensava em Xanax, mas é medicamento que não existe cá por casa, até que o sono começou a aparecer assim levemente e me levou nos seus braços.

sábado, 24 de março de 2012

Porque hoje é sábado

Mais um jogo de palavras do magnífico mestre e aliado a um dos meus géneros musicais favorito o jazz, aqui vos deixo só porque hoje é sábado.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Noite

Hoje fui jantar a casa de uma amiga e como por estes lados está uma noite que quase parece de verão, resolvemos ir beber um café ao centro nevrálgico da cidade e a um café que à noite é animado, bem sei que era cedo, mas esta cidade parecia que tinha sido abandonada que os habitantes tinham fugido para parte incerta e que só tínhamos sobrado nós as duas, ruas vazias apenas uma alma penada aqui e ali, what the hell?
Há cerca de vinte anos (nunca pensei escrever este intervalo de tempo tão cedo), lembro-me que jantava e às 9:30 lá estava eu e os meus amigos no café para aproveitarmos o tempo todo, já que não podia chegar muito tarde a casa, e se nessa altura na minha cidade sentia-se o pulsar da noite, havendo muitas opções e para os diferentes tipo de grupos, hoje em dia é um sítio morto sem opções de saída e sem metade da animação e espaços que existiam, que tristeza!
O que vale é que eu diverti-me muito, saí e aproveitei bastante, se hoje prefiro um jantar em casa de amigos e uma boa conversa na altura gostava de dar o meu pezinho de dança e isso já ninguém me tira.

Memórias



Esta musica foi daquelas que ouvi vezes sem conta, hoje ao rever uma amiga de outros tempos e ao recordarmos aventuras e desventuras, lembrei-me deste músico, que fez parte da minha vida (mesmo que ele não faça a mínima ideia) e depois de tanta recordação é o que me apetece ouvir.


memórias

quinta-feira, 22 de março de 2012

Pequenos ditadores

Ontem esteve a jantar em minha casa a reencarnação do Kim Jong-il num corpo de uma criança de 4 anos e do sexo feminino.
Uns amigos com uma filha de 4 anos a quem eu baptizei de a pequena ditadora, vieram cá jantar a casa, tudo muito bem, mas eis que a pequena ditadora monopolizou o dito jantar,  que se veio a revelar um inferno, ora porque a criança queria comer e depois já não queria, e que a mãe não podia estar sentada onde estava e foi uma troca de lugares que mais parecia que estávamos a jogar ao jogo das cadeiras, e que tivemos de estar a ver o canal Panda e não podemos falar para não perturbar a menina, nada de refrigerantes nem doces na mesa porque a ditadora não podia comer ia-lhe fazer mal mas os pais não eram capazes de lhe dizer não, só lamentei o tempo que estive a fazer um soberbo cheesecake para nada, bem mais ficou, tenho de ver o lado positivo.
Depois de duas horas que durou o martírio, já eu estava com os nervos em franja (apesar de não usar) já me tinha lembrado de colocar uma vassoura atrás da porta (que segundo os antigos, fazia com que as visitas zarpassem), mas sempre com um sorriso nos lábios e aqueles pais sempre a elogiar a filha, sim porque a conversa foi só dos "maravilhosos" feitos que a pequena ditadora alcançou, que para mim são perfeitas faltas de educação, mas para os pais são traços de forte personalidade.


Não tenho filhos, mas sou child friendly, e acho que hoje em dia as crianças mandam nos pais, ditando as regras do que se vê e faz em casa, não é assim que deve ser, lembro-me de quando era pequena e os meus pais recebiam amigos eu e a minha irmã íamos dormir assim que a minha mãe dizia que já eram horas, Na televisão quem mandava era o meu pai, está bem que só havia dois canais, mas quando o meu pai via a balada de Hill Street Blues nós tínhamos de ver, e eu que mal lia  as legendas, parecia que o capitão Frank Furillo falava depressa demais, e os Domingos à noite em que víamos o Domingo Desportivo, mas só se o Sporting ganhasse, em que o Rui Tovar falava sobre a jornada domingueira e eu lá via os jogadores a correr atrás da bola e só pensava, como é que é possível as pessoas gostarem disto, hoje posso dizer que gosto de futebol, apesar de certas negociatas que se passam nos bastidores, gosto da união dos adeptos que se faz sentir nos jogos, e do frenesim que alguns jogos causam, escusado será dizer que sou do Sporting.


Bem sei que os tempos são outros e que a maneira de educar vai mudando de geração para geração, mas há certos ensinamentos básicos que devem ser mantidos, é que educação nunca fez mal a ninguém.



quarta-feira, 21 de março de 2012

Poesia

E para celebrar a Poesia

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado 
Tantas retaliações, tanto perigo 
Eis que ressurge noutro o velho amigo 
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado 
Com olhos que contêm o olhar antigo 
Sempre comigo um pouco atribulado 
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano 
Sabendo se mover e comover 
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


do grandioso Vinicius de Moraes