Ontem estive a ver um documentário sobre os sem abrigo em Los Angeles, e muitos deles foram para LA a pensar na fama e fortuna mas o que encontraram foi a miséria e a droga.
Ao sermos bombardeados sobre as notícias do cinema por terras do tio Sam associamos sempre a uma vida de luxo e êxito, mas os que conseguem esse estatuto são uma minoria e muitos largam as suas vidas que podem ser mais ou menos confortáveis em busca de um sonho que nunca vai chegar, ao chegarem a Hollywood muitos trabalham como empregados em cafés e restaurantes, frequentam cursos de representação e vão a centenas de castings para poderem ser escolhidos nem que seja para aparecerem durante escassos segundos em um filme, mas são muitos os que querem esse sonho e nem todos conseguem o que causa frustração e problemas económicos, se muitos desistem outros continuam e esses acabam por perder-se e seguem caminhos ruinosos e acabam nos meandros da droga, na reportagem jovens passeiam-se pela rua e as drogas que tomam permitem que se mantenham acordados durante toda a noite e andam de um lado para o outro sem destino tal como a sua vida, prostituem-se para arranjar dinheiro e o seu estado degrada-se de dia para dia, mas não se pense que são apenas os jovens, na reportagem havia pessoas mais velhas que também não triunfaram e vivem nas ruas, como o caso de dois irmão já na casa dos 50 anos que tiveram pequenos papéis em filmes conhecidos um deles foi o LA Confidential ou em séries famosas como o Cheers, mas que não conseguiram ir mais além e hoje vivem num carro à espera nem eles sabem do quê.
Depois mostraram a única indústria cinematográfica onde há emprego e em que rapazes e raparigas ganham cerca de 10 a 15 mil dólares por mês, mas é na pornografia, então mostraram uma rapariga de 18 anos que à 6 meses atrás era uma estudante de liceu igual a tantas outras e que de um momento para o outro decidiu enveredar por esse caminho, causa-me sempre confusão e penso sempre qual a reacção dos pais, já tinha feito cerca de 100 filmes, cada um demora em média um dia a filmar e ganha 700 dólares por cada um, muitas raparigas além de porno stars acabam também por tornar-se acompanhantes ditas de luxo.
Hollywood não é só glamour, existe o outro lado da moeda e que é bastante cruel.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
France
Começou o festival de Cannes e lembrei-me de uma viagem que fiz ao maravilhoso Sul de França, era ter muitos €€€€€, quem sabe sair-me algum jackpot no euromilhões e aqui a vossa amiga comprava uma casita na Provence, cultivava umas vinhas e dedicava-me a ocupar os meus tempos de ócio, que não seria nada difícil, já me estou a ver ir todos os dias de manhã à Boulangerie comprar os pain au chocolat para me deliciar com o meu cafe au lait, sim porque quando estive em França e pedi apenas um pão com manteiga para acompanhar o meu "galão" a francesa olhou para mim e ficou a pensar que eu era maluca, e perguntou-me mil vezes se não estava equivocada.
Trazer a baguette debaixo do braço tal como os franceses fazem e capaz de escandalizar qualquer trabalhador da ASAE, perfumar a minha casa com sacos de lavanda e olhar pela janela e ver tudo pintado de cor lilás, ir ao mercado, perder-me entre as ervas aromáticas, os sabonetes artesanais, o vinho, o queijo, e ao final do dia sentava-me na praça da vila, sonhar é tão bom.
Como podem ver fiquei completamente maravilhada por aquela região, estive em Aix en provence, Avignon, Aigues mortes, Cannes, Nice, Arles, La Grand motte, passagem pelo Mónaco e em uma aldeia que fiquei completamente apaixonada e é Gordes.
Marina em Nice
o único barco que vimos com bandeira portuguesa e infelizmente não era o nosso
Arles, conhecida por Van Gogh ter passado por lá em que um famoso quadro se chama Quarto em Arles
Palácio dos Papas em Avignon, foi a sua residência oficial entre 1309 e 1377
Avignon
Por onde passam as estrelas em Cannes Hotel Carlton em Cannes
Aldeia de Gordes
Entrada do casino do Mónaco, como se pode ver bastante modesta
Na praia em vez das bolas de berlim havia café e chá de menta
Conhecida ponte inacabada em Avignon
Ficaram muitas mais fotografias por postar, pois a beleza desta região não cabe aqui.
Trazer a baguette debaixo do braço tal como os franceses fazem e capaz de escandalizar qualquer trabalhador da ASAE, perfumar a minha casa com sacos de lavanda e olhar pela janela e ver tudo pintado de cor lilás, ir ao mercado, perder-me entre as ervas aromáticas, os sabonetes artesanais, o vinho, o queijo, e ao final do dia sentava-me na praça da vila, sonhar é tão bom.
Como podem ver fiquei completamente maravilhada por aquela região, estive em Aix en provence, Avignon, Aigues mortes, Cannes, Nice, Arles, La Grand motte, passagem pelo Mónaco e em uma aldeia que fiquei completamente apaixonada e é Gordes.
Marina em Nice
o único barco que vimos com bandeira portuguesa e infelizmente não era o nosso
Arles, conhecida por Van Gogh ter passado por lá em que um famoso quadro se chama Quarto em Arles
Palácio dos Papas em Avignon, foi a sua residência oficial entre 1309 e 1377
Avignon
Por onde passam as estrelas em Cannes Hotel Carlton em Cannes
Aldeia de Gordes
Entrada do casino do Mónaco, como se pode ver bastante modesta
Na praia em vez das bolas de berlim havia café e chá de menta
Ficaram muitas mais fotografias por postar, pois a beleza desta região não cabe aqui.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Sul
Ofereceram-me o último livro do Luis Sepúlveda "Últimas notícias do Sul", e só posso dizer que estou rendida a estas histórias, comecei a ler o livro ao final do dia, estava sozinha em casa e não consegui de parar de ler aquelas páginas, até que vi o pouco que faltava para acabar, o único defeito é ter apenas 160 páginas, então parei para no outro dia poder ter mais um pouco, mas a minha mente debateu-se tal viciado privado do seu vício, mas consegui e logo vou ter mais um pouco das magníficas histórias.
Se este livro estivesse associado a uma música, para mim só podia ser esta.
Se este livro estivesse associado a uma música, para mim só podia ser esta.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Rescaldo
Ontem foi o dia do meu aniversário, já cá cantam 36, os cabelos brancos teimam em aparecer, já não tenho a mesma frescura dos 20, apesar de dizerem que os 30 são os novos 20, quando tinha cerca de 16 anos chegar aos 36 parecia que ia demorar uma eternidade, mas as coisas não se passam assim, o tempo corre e parece que cada vez mais depressa, quando vou a um sítio e me perguntam o que é que a senhora quer? eu penso para mim senhora mas quem é que é essa, eu senhora nada disso, se o meu BI neste caso cartão de cidadão acusa a idade real, a minha mente é jovem, contínuo com a inquietude de uma adolescente em conhecer novos sítios, novas vivências,o que mais me aborrece é a rotina, a estagnação, quero continuar a aprender, surpreender-me e não levar uma vida formatada.
E penso que isso se reflecte um pouco em mim, tenho uma vizinha que foi minha professora no liceu tinha cerca de 16 anos e estávamos na conversa e ela pergunta-me a idade, e respondeu-me que a pessoa que estava à frente dela era a mesma teenager que conheceu à cerca de 20 anos (com um pouco mais de tino como convém) a rapariga curiosa que queria conhecer o mundo, e é assim mesmo como eu me sinto, com as emoções à flor da pele, adoro ouvir música e muitas vezes emociono-me, ler, viajar, cozinhar, noites de verão, estar sozinha, com amigos, gosto de viver e se por razões óbvias não consigo fazer tudo o que gosto, porque também é preciso ter certas obrigações e por vezes as coisas não correm como queremos, mas tento contornar os obstáculos que se apresentam e ser feliz.
E penso que isso se reflecte um pouco em mim, tenho uma vizinha que foi minha professora no liceu tinha cerca de 16 anos e estávamos na conversa e ela pergunta-me a idade, e respondeu-me que a pessoa que estava à frente dela era a mesma teenager que conheceu à cerca de 20 anos (com um pouco mais de tino como convém) a rapariga curiosa que queria conhecer o mundo, e é assim mesmo como eu me sinto, com as emoções à flor da pele, adoro ouvir música e muitas vezes emociono-me, ler, viajar, cozinhar, noites de verão, estar sozinha, com amigos, gosto de viver e se por razões óbvias não consigo fazer tudo o que gosto, porque também é preciso ter certas obrigações e por vezes as coisas não correm como queremos, mas tento contornar os obstáculos que se apresentam e ser feliz.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
14 de Maio
Hoje é dia 14 de Maio, para muitos um dia como outro qualquer, para mim um dia especial desde 1976.
Vou até ali festejar e amanhã regresso.
sábado, 12 de maio de 2012
Sábado
Está um calor que por momentos pensei que estivesse num qualquer país tropical, só me faltam as palmeiras, um mar azul, um mojito na mão e ouvir os senhores que vos deixo mais abaixo, era bom sinal.
Bom fim de semana, que agora vou derreter até à minha aula de ténis.
Bom fim de semana, que agora vou derreter até à minha aula de ténis.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Província
Moro na província, mais propriamente em Tomar é uma cidade simpática quem a visita diz que é uma cidade linda, com o seu jardim o rio que passa na cidade e claro o famoso Convento de Cristo e a sua conhecida janela do Capítulo.
Gosto de viver aqui, indo a pé em 5 minutos estou no centro da cidade, só há pouco tempo é que colocaram parquímetros e não foi na cidade toda apenas num pequeno estacionamento (não temos os Peter Pan da Emel a chatear), andamos sem qualquer problema e a qualquer hora na rua, mas como em todas as cidade da província sentimos falta de certas coisas que existem na dita cidade grande, o cinema por aqui é uma desgraça os filmes chegam quase com um mês de atraso e só temos uma sala que na sua melhor lotação chega a ter 10 gatos pingados, (o bom é que não existem pipocas), não temos centro comercial e as lojas do comércio são uma desgraça, se quero comprar alguma coisa de jeito vou até Lisboa. Tomar perdeu-se no tempo e estagnou as poucas empresas ou quase nenhumas que existem estão a fechar ou a viver dias muito difíceis, a maior parte dos jovens que vai estudar para fora não volta à cidade o que antes não acontecia.
Mas também tem aspectos bastante positivos, não temos stress de trânsito, arranjamos sempre sítio para estacionar, consigo sair de casa e se por acaso me esquecer da carteira, posso perfeitamente tomar café, almoçar ou jantar ir ao supermercado, farmácia e passar a pagar mais tarde, como é um sítio pequeno as pessoas conhecem-se e quem vem de fora acha piada nós andarmos na rua e cumprimentarmos quase toda a gente, há sempre alguém conhecido em qualquer lado, apesar de gostar deste lado mais familiar, por vezes também me aborrece, sentirmo-nos anónimos também não é mau, lembro-me de quando vivia em Lisboa e era apenas mais uma, acho que houve vizinhos que nunca me cruzei e nem faziam a mínima ideia de quem eu era, às vezes também é bom.
O que mais sinto falta da cidade grande são as opções em termos culturais, um teatro, exposição, concerto são coisas que só esporadicamente passam por cá o que por vezes torna a nossa vivência aqui um pouco limitada e sentimos necessidade de espairecer para não embrutecermos, mas como estamos apenas a 1h30m de Lisboa é pegar no carro e zarpar daqui.
Mas apesar de tudo, gosto de viver aqui.
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