Já não me bastavam os cabelos brancos (que hoje desapareceram assim como que magia após a manhã passada no cabeleireiro) agora a minha memória atraiçoa-me, realmente a idade é tramada, logo eu que sou tão cuidadosa e pouco dada a esquecimentos nas tarefas domésticas, mas tive um percalço que podia ter trazido alguns dissabores.
Ontem após o almoço vi que tinha um pacote de gelatina e toca a fazer, aproveitei para acabar de me arranjar pois já tinha combinado um café com uns amigos, atendo uns telefonemas e saio de casa, café numa esplanada, visita a uma feira de stocks mesmo ao pé da minha casa e a minha tarde social acabou, entro em casa e a cozinha fica logo a seguir ao hall de entrada, eis que ouço um barulho estranho vindo da cozinha, ao entrar olho para o fogão e reparo que deixei a água a ferver para preparar a gelatina e nunca mais me lembrei, desligo o fogão, o recipiente que usei já não tinha uma gota de água e estava já meio queimado, ainda por cimo a bico do fogão era o mais potente, acho
que naquele momento fiquei sem pinga de sangue, a pensar o que poderia ter acontecido se me tivesse demorado mais tempo, por acaso o café foi rápido, devo-me ter demorado uma hora e pouco, acho que no final tive foi muita sorte, agora ando um bocado paranóica, sempre que saio de casa lá vou à cozinha espreitar se não deixei nada ligado, mas o meu estado de chéché não acaba por aqui, fui ao supermercado essencialmente para comprar três coisas específicas, resultado só trouxe uma, mais umas coisas que fui vendo e as outras caíram em esquecimento, assim que ponho as chaves à porta lembrei-me que não tinha comprado o que precisava, mas que raio de memória a minha, acho que estou a precisar de umas vitaminas.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Coisas que não entendo
Ontem à noite estava numa de zapping televisivo e fui parar o canal National Geographic e estava a dar um programa que de tão absurdo conseguiu prender-me a atenção, então eram pequenas histórias de pessoas que vivem vidas duplas, mas não no sentido do adultério, vi 3 casos e o primeiro era:
- Uma cientista na área da química bastante bem sucedida e que andava com uns aparelhos na perna e de cadeira de rodas, até aqui tudo normal, mas o que se passava era que a dita senhora não era paraplégica e podia perfeitamente andar mas o seu sonho e só achava que era verdadeiramente feliz se fosse paraplégica então perante os colegas e amigos andava de cadeira de rodas e ninguém suspeitava que ela pudesse andar e vibrava ao falar dos aparelhos e cadeiras de rodas que possuía, mas depois o que era completamente estúpido é que a criatura adorava fazer caminhadas pela montanha, o médico dizia que ela sofria de um síndrome qualquer para mim de estupidite aguda, mas o mais grave e o que me deixou perfeitamente sem reacção era que ela queria ser operada para ficar verdadeiramente sem andar, mas nenhum médico nos EUA aceita em fazer essa operação.
o 2º Caso
- Um publicitário com várias empresas e com sucesso, casado, já na casa dos 60 anos, tirava uns meses por ano para viver como um sem abrigo, então deambulava pelo país claro que também nos EUA, ainda dizem que o Entroncamento é que é a terra dos fenómenos, vivia nas ruas, comia do lixo, convivia com os outros sem abrigo e passado um tempo voltava para casa, o homem devia gostar de emoções fortes mas podia arranjar umas actividades radicais agora viver mal mesmo que seja por pouco tempo, causa-me estranheza.
o 3º Caso
- Um rapaz de 24 anos típico nerd, estudante, tímido só se conseguia soltar e sentir-se verdadeiramente feliz quando "encarnava" um gato, então tinha um fato completo de gato bem peludinho e tal como ele já existe uma comunidade em que se juntam todos mascarados e são felizes assim, pensei que isto já não era nenhuma novidade já à muitos anos no Brasil o Tony Ramos também tem esta paranóia e mascara-se de peludinho.
Sinceramente duvidei destas histórias mas como era no National Geographic dei o benefício da dúvida, são coisas que não entendo, mas a que me fez mais confusão foi a primeira, as outras duas ainda passam e cada um tem as suas manias, mas fingir e desejar ser paraplégica não consigo entender transcende tudo de racional e não consigo arranjar uma única explicação lógica.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Post fútil
De vez em quando apetece-me mudar o cabelo, gosto de o usar assim para o comprido, mas chega uma altura e como ele tem o seu feitio e parece que vontade própria, então lavo-o e nem estou para me chatear com a parafernália de sérum e cremes que costumo pôr e saio de casa apenas com ele apanhado mas satura-me e não gosto de me ver. Agora ao olhar para o espelho tenho descoberto assim uns quantos e muitos cabelos brancos, inicialmente eram apenas meia dúzia mas agora teimam em aparecer em quantidade considerável a idade não perdoa, cheguei ao meu limite já não aguento ver-me assim até posso andar impecável em questão de roupa e sapatos , mas com o cabelo assim não há nenhum trapinho que brilhe, então abriu aqui ao pé da minha casa um novo cabeleireiro e resolvi fazer uma marcação para renovar os fios de cabelo ao chegar lá a rapariga perguntou-me o que ia fazer e nem lhe soube dizer só comentei que queria renovar o meu look e tapar estes cabelos brancos, sexta-feira logo de manhã bem cedo lá vou eu para a minha renovação e não paro de pensar o que quero fazer, melhor do que estou há-de sair depois conto como foi.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Irmãos
Tenho uma irmã 5 anos mais velha e se na altura da adolescência a nossa relação sofria altos e baixos pois nessas idades a diferença notava-se muito, hoje em dia somos as melhores amigas e adoro fazer programas com a minha irmã, e no sábado foi um desses dias, fomos até Lisboa fazer um programa que teve partida de Tomar às 9:30 e só chegámos a casa já o relógio passava das onze da noite, foi um dia bem passado com muitas gargalhadas, pois o nosso sentido de humor é bastante apurado, com muitas peripécias pela cidade de Lisboa que hão-de ficar para outro post.
Não imagino o que é não ter irmãos, um irmão é aquela pessoa que nos conhece melhor, pelo menos no meu caso, que está sempre connosco nos bons e maus momentos e faz-me um bocado de confusão ouvir histórias de pessoas que deixam de falar aos irmãos ou terem uma ligação afectiva fraca, ainda por cima nós partilhamos os mesmos gostos, amigos, sempre que vamos de férias tentamos que sejam juntas.
Gosto de ter uma irmã e de passar tempo com ela, já sei que é diversão garantida.
Não imagino o que é não ter irmãos, um irmão é aquela pessoa que nos conhece melhor, pelo menos no meu caso, que está sempre connosco nos bons e maus momentos e faz-me um bocado de confusão ouvir histórias de pessoas que deixam de falar aos irmãos ou terem uma ligação afectiva fraca, ainda por cima nós partilhamos os mesmos gostos, amigos, sempre que vamos de férias tentamos que sejam juntas.
Gosto de ter uma irmã e de passar tempo com ela, já sei que é diversão garantida.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Mundo mágico
Hoje é o dia da criança, esses seres tão especiais e com feitios tão diferentes sendo que não há duas pessoas iguais e é realmente verdade, desde pequenos temos os nossos gostos, manias que com a idade vão-se acentuando ou moldando ao meio ambiente que nos rodeia, mas há um livro que adoro e que já o li mais do que uma vez e que nos mostra bem a inocência e a simplicidade com que as crianças vêm o mundo e como não entendem a cabeça dos adultos que habitam neste planeta denominado de Terra, resumindo nós adultos complicamos a vida que podia ser tão simples.
Provavelmente a maior parte das pessoas já leu este livro fascinante que é o Principezinho escrito por Antoine de Saint-Exupéry se não leram recomendo pois é um livro mágico e uma lição para todas as idades.
Bom dia da Criança!
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Tarde de homens
Ontem aqui a vossa amiga teve o que se pode chamar de uma tarde dedicada a tarefas masculinas, onde mulher pode entrar e devem lá passar algumas mas sente-se que não pertence ali, não fiquem já a pensar coisas menos boas a meu respeito, não foi numa casa de espectáculo exóticos e sim num centro de inspecção automóvel também se passeavam bombas mas eram de 4 rodas.
Este ano e pela primeira vez coube-me a tarefa de ir à inspecção anual obrigatória com o meu carro que para mim é tarefa de homens mas como o ser masculino que habita comigo não podia e o mecânico também não, lá fui eu sem saber o que teria de fazer, ainda por cima estava um calor abrasador e a vontade era nula e quanto ao carro os meus conhecimentos não vão além de saber que tenho que pôr gasóleo, mas nesta área não tive muita sorte na escolha de marido ele também pouco ou nada percebe e sempre que o carro tem que ir ao mecânico lá vimos nós com uma conta porque ou precisou de uma corrente ou de uma peça e como parecemos um burro a olhar para o palácio quando se abre o capot, temos de acreditar no mecânico, mas é a vida nem todos nascemos com apetências para os motores.
Tinha marcado para as 16:00 h e ao chegar até nem estava muita gente, paguei os 28,00€, esperei um bocado ainda tive tempo de ouvir umas conversas sobre carros e mecânica, a sensação que eu tive foi a mesma que um homem deve ter quando vai a um cabeleireiro cheio de mulheres, e depois fui chamada, minto, não foi o meu nome mas sim o do o carro ontem eu era uma matrícula e um modelo não uma pessoa, levei o carro até ao sítio que ia ser inspeccionado e pisca para a direita, esquerda, marcha atrás, mínimos, médios, máximos até que o rapaz disse abra o capot e eu comecei a ficar nervosa, sei que a patilha está assim algures lá para baixo, mas demoro sempre um tempo a encontrá-la então o inspector disse, está no tal sítio e eu ups! já sou mais uma que confirma que os carros são para homens e não para mulheres, após mais uns poucos testes o que interessa é que o carro passou apenas com uma advertência na chapa da matrícula, peanuts, pois afinal quem estava a ser avaliado era o carro e não eu, saí de lá já com o papel verde na mão e até para o ano, como até estava satisfeita com estas tarefas masculinas ainda fui a uma estação de serviço lavar o carro, foi uma tarde até que bem passada, fui para casa e ao meter a mão dentro da mala para ir tirar as chaves e a minha mala é uma confusão, reviro tudo até que achei, mas ao pegar nas chaves senti que estavam pegajosas então ao tirá-las vejo que estavam todas cheias de chocolate derretido, assim como a maior parte das minhas coisas, então lembro-me que na véspera tinham-me dado um chocolate que nem chegou a sair da mala e com o calor que estava ontem derreteu todo, então ao chegar a casa e para não perder o jeito de ser mulher lá fui eu esfregar o forro da mala, e as chaves foram para dentro de água.
Este ano e pela primeira vez coube-me a tarefa de ir à inspecção anual obrigatória com o meu carro que para mim é tarefa de homens mas como o ser masculino que habita comigo não podia e o mecânico também não, lá fui eu sem saber o que teria de fazer, ainda por cima estava um calor abrasador e a vontade era nula e quanto ao carro os meus conhecimentos não vão além de saber que tenho que pôr gasóleo, mas nesta área não tive muita sorte na escolha de marido ele também pouco ou nada percebe e sempre que o carro tem que ir ao mecânico lá vimos nós com uma conta porque ou precisou de uma corrente ou de uma peça e como parecemos um burro a olhar para o palácio quando se abre o capot, temos de acreditar no mecânico, mas é a vida nem todos nascemos com apetências para os motores.
Tinha marcado para as 16:00 h e ao chegar até nem estava muita gente, paguei os 28,00€, esperei um bocado ainda tive tempo de ouvir umas conversas sobre carros e mecânica, a sensação que eu tive foi a mesma que um homem deve ter quando vai a um cabeleireiro cheio de mulheres, e depois fui chamada, minto, não foi o meu nome mas sim o do o carro ontem eu era uma matrícula e um modelo não uma pessoa, levei o carro até ao sítio que ia ser inspeccionado e pisca para a direita, esquerda, marcha atrás, mínimos, médios, máximos até que o rapaz disse abra o capot e eu comecei a ficar nervosa, sei que a patilha está assim algures lá para baixo, mas demoro sempre um tempo a encontrá-la então o inspector disse, está no tal sítio e eu ups! já sou mais uma que confirma que os carros são para homens e não para mulheres, após mais uns poucos testes o que interessa é que o carro passou apenas com uma advertência na chapa da matrícula, peanuts, pois afinal quem estava a ser avaliado era o carro e não eu, saí de lá já com o papel verde na mão e até para o ano, como até estava satisfeita com estas tarefas masculinas ainda fui a uma estação de serviço lavar o carro, foi uma tarde até que bem passada, fui para casa e ao meter a mão dentro da mala para ir tirar as chaves e a minha mala é uma confusão, reviro tudo até que achei, mas ao pegar nas chaves senti que estavam pegajosas então ao tirá-las vejo que estavam todas cheias de chocolate derretido, assim como a maior parte das minhas coisas, então lembro-me que na véspera tinham-me dado um chocolate que nem chegou a sair da mala e com o calor que estava ontem derreteu todo, então ao chegar a casa e para não perder o jeito de ser mulher lá fui eu esfregar o forro da mala, e as chaves foram para dentro de água.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Amaciadores de roupa e cães
Sou das pessoas menos fiéis a marcas no que toca aos produtos para a casa, estou sempre a mudar então em detergentes para a roupa raramente compro o mesmo duas vezes seguidas, então a semana passada lá fui eu ao supermercado comprar um amaciador para a roupa e como sempre variei na escolha, abri o dito gostei do cheiro e lá fui eu toda contente para casa e a cantar esta música (esta parte do toda contente e do cantar a música é mentira, mas dá um certa alegria ao texto).
Primeira máquina lavada com o novo amaciador, roupa estendida e tudo muito bonito. Continua
Os meus pais têm duas cadelas que tinham sido abandonadas, então quando as encontrámos não resistimos e ficámos com elas, acho que elas é que vieram ao nosso encontro, uma andava no meio da estrada completamente maltratada e nem pensámos duas vezes a outra abandonada num pinhal e veio também fazer parte da família, hoje em dia são duas cadelas completamente mimadas mas muito meigas. Muitas vezes quem lhes dá banho sou eu e lá as esfrego com o champô e depois a minha mãe insiste que lhes quer pôr mais isto e aquilo então no final ficam donas de um pêlo a luzir e a cheirar que é uma maravilha.
Agora vocês devem ter pensado que eu enlouqueci e que raio de post é este, mas eu tinha que contar estas duas histórias para o final e se eu fosse uma boa contadora de histórias eu provavelmente teria feito de maneira diferente mas a minha aptidão como escritora é fraquinha então tem de ser assim.
continuação
Então depois da roupa seca lá fui eu alegremente (novamente mentira) tirar a roupa do estendal e começo a sentir o cheiro da roupa, então quem me visse devia pensar que eu era arraçada de cão de caça pois não parava de farejar a roupa, então aquele cheiro do novo amaciador revelou-se e fazia-me lembrar algo de familiar, mas não era o cheiro de antigamente da roupa lavada com sabão macaco, depois de um certo tempo e de já estar com o olfacto impregnado com aquilo, descobri o que era, o cheiro é rigorosamente igual ao cheiro do pêlo com que ficam as cadelas que acima falei, e agora tenho uma sensação estranha, não sei se gosto, se por um lado acho que resulta nos canídeos, mas agora ter a minha toalha de banho ou usar uma camisa e parecer que aquelas duas coisas andaram a esfregar-se até à exaustão, acho que não gosto e este de certeza que não vou voltar a usar.
Só espero que a vizinhança não me tenha visto a cheirar as cuecas pois ainda ficava com ideias erradas do que se estava a passar, pois fora do contexto parecia assim um fétiche.
Primeira máquina lavada com o novo amaciador, roupa estendida e tudo muito bonito. Continua
Os meus pais têm duas cadelas que tinham sido abandonadas, então quando as encontrámos não resistimos e ficámos com elas, acho que elas é que vieram ao nosso encontro, uma andava no meio da estrada completamente maltratada e nem pensámos duas vezes a outra abandonada num pinhal e veio também fazer parte da família, hoje em dia são duas cadelas completamente mimadas mas muito meigas. Muitas vezes quem lhes dá banho sou eu e lá as esfrego com o champô e depois a minha mãe insiste que lhes quer pôr mais isto e aquilo então no final ficam donas de um pêlo a luzir e a cheirar que é uma maravilha.
Agora vocês devem ter pensado que eu enlouqueci e que raio de post é este, mas eu tinha que contar estas duas histórias para o final e se eu fosse uma boa contadora de histórias eu provavelmente teria feito de maneira diferente mas a minha aptidão como escritora é fraquinha então tem de ser assim.
continuação
Então depois da roupa seca lá fui eu alegremente (novamente mentira) tirar a roupa do estendal e começo a sentir o cheiro da roupa, então quem me visse devia pensar que eu era arraçada de cão de caça pois não parava de farejar a roupa, então aquele cheiro do novo amaciador revelou-se e fazia-me lembrar algo de familiar, mas não era o cheiro de antigamente da roupa lavada com sabão macaco, depois de um certo tempo e de já estar com o olfacto impregnado com aquilo, descobri o que era, o cheiro é rigorosamente igual ao cheiro do pêlo com que ficam as cadelas que acima falei, e agora tenho uma sensação estranha, não sei se gosto, se por um lado acho que resulta nos canídeos, mas agora ter a minha toalha de banho ou usar uma camisa e parecer que aquelas duas coisas andaram a esfregar-se até à exaustão, acho que não gosto e este de certeza que não vou voltar a usar.
Só espero que a vizinhança não me tenha visto a cheirar as cuecas pois ainda ficava com ideias erradas do que se estava a passar, pois fora do contexto parecia assim um fétiche.
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